Lendas e Contos "Isto também Passará"

Estou fazendo uma processo em um grupo de WhatsApp com uma amiga de 21 dias de abundância e a cada dia temos uma atividade diferente. Hoje foi uma de ler um texto que estava em espanhol e refletir sobre esse texto e passar nossa reflexão ao grupo. Como achei muito interessante, eu traduzi esse texto e resolvi deixar em meu blog. 
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Certa vez um rei disse aos sábios da corte: ” – Estou fabricando um precioso anel. Consegui um dos melhores possíveis diamantes. Quero guardar um segredo dentro do anel, alguma mensagem que possa me ajudar em momentos de desespero total e ajudar meus herdeiros e os herdeiros de meus herdeiros, para sempre. Tem que ser uma mensagem pequena, de maneira que caiba debaixo do diamante do anel. 
Todos que escutaram eram sábios, grandes eruditos; poderiam ter escrito grandes textos, porém dar uma mensagem mais que três palavras que poderia ajudar em momentos de desespero total…
Pensaram, buscaram em seus livros, mas não podiam encontrar nada. O rei tinha um ancião que o servia e que também serviu seu pai. A mãe do rei morreu e o ancião cuidou de seu pai, por isso, ele o tratava como se fosse da família. O rei sentia um imenso respeito pelo senhor ancião, de modo que também foi consultá-lo. E este te disse: 
– Não sou um sábio, nem um erudito, nem um acadêmico, mas conheço a mensagem. Durante a minha longa vida no palácio, me encontrei com todo o tipo de pessoas, e em uma ocasião eu conheci um místico. Era um convidado de seu pai e eu estive ao seus serviços. Quando ele estava indo embora, como um gesto de agradecimento, me deu esta mensagem – o ancião escreveu um pequeno papel, dobrou e deu ao rei. – Mas não leia – ele disse – mantenha escondido no anel. Apenas abra-o quando tudo tenha sido fracassado quando não encontrar mais saída na situação. 
Esse momento não demorou a chegar. O país foi invadido e o rei perdeu o reino. Estava cavalgando em seu cavalo para salvar sua vida e seus inimigos estavam o perseguindo. Estava sozinho e os perseguidores em grande número. Chegou a um lugar onde não havia mais para onde fugir, não havia mais saída: em frente havia um precipício e um vale fundo; cair ali seria o fim. E não poderia voltar porque os inimigos estava o cercando no caminho. Já podia escutar o trotar dos cavalos. Não podia seguir adiante e não havia nenhum outro caminho…
De repente, lembrou do anel. Abriu, tirou o papel e ali encontrou uma pequena mensagem tremendamente valiosa. Simplesmente dizia “ISTO TAMBÉM PASSARÁ.”
Anel
Enquanto lia “isto também passará” sentiu que pairava um grande silencio. Os inimigos que o perseguia devia ter se perdido no bosque, ou devia ter se enganado de caminho, mas o certo é que pouco a pouco deixou de escutar os trotes dos cavalos. 
O rei se sentia profundamente agradecido ao serviçal e ao místico desconhecido. Aquelas palavras havia resultado um milagre. Dobrou o papel, e colocou de volta no anel, se reuniu ao seus exércitos e requisitou o reino. E o dia que entrava de novo vitorioso na capital teve uma grande celebração com músicas, danças.. e ele se sentia muito orgulhoso de si mesmo. O ancião estava ao seu lado no mesmo carro e te disse: – Este momento também é adequado: volte  olha a mensagem. 
O que quer dizer? – perguntou o rei – Agora, estou vitorioso, as pessoas celebram minha volta, não estou desesperado, não me encontre em uma situação sem saída. 
Escute – disse o ancião – esta mensagem não é só para situações desesperadas; também é para situações prazeirosas. Não é só para quando está derrotado; também é para quando se sente vitorioso. Não é só para quando está no fundo do poço; também é para quando está no alto. O rei abriu o anel e leu a mensagem: “Isto também passará”, e novamente sentiu a mesma paz, o mesmo silêncio, no meio da multidão que celebrava e dançava, mas o orgulho, o ego, havia desaparecido. O rei pode terminar de compreender a mensagem. Havia se iluminado. Então o ancião te disse: 
– Lembre-se que tudo passa. Nenhuma coisa, nenhuma emoção é permanente. Como o dia e a noite, há momentos de alegria e momentos de tristeza. Aceitá-los como parte da dualidade da natureza porque são da natureza a mesma coisa. 
Umberto Levagui.- ICQ Gnosis Uruguay
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O mais importante é não identificar com as circunstâncias da existência; a vida é como um filme, e é tudo como um filme que tem um começo e tem um fim. Conforme as cenas vão passando pela tela da mente; nosso erro mais grave consiste em identificarmos com essas cenas. 
Por que? Porque passa, simplesmente passa; são cenas de um grande filme e, no final, passa. Afortunado, no caminho da minha vida sempre aceitei isso como um lema: no se identificar apenas com as circunstâncias diferentes da vida. Me vem a memória casos – digamos – da infância; como queria que meus pais terrenos se divorciaram, não tocava em nós, os irmãos de uma grande família, sofreram; tínhamos ficado com o chefa da família e nos proibiu de visitar nossa mãe terrena; no entanto, não éramos tão ingratos a ponto de esquecê-la, eu sempre saía da minha casa com um irmão mais novo que me seguia, íamos visitá-la e depois voltávamos para casa; mas meu irmãozinho sofreu muito, porque quando voltou ele se cansou porque era muito pequeno, e eu tive que carregá-lo nas costas, ele era tão pequeno, e ele chorava amargamente, ele dizia: “Agora, quando formos para casa, papai vai nos açoitar , nos dará chicotes e paus “; Eu respondi dizendo: “Por que você está chorando? Tudo passa, lembre-se que tudo passa”.
Quando chegamos em casa, nosso pai terreno, cheio de grande ira, certamente nos esperava e nos açoitava; Mais tarde, fomos ao nosso quarto dormir, mas quando íamos para a cama eu dizia ao meu irmão:
“Você percebe? Acabou, você se convence de que tudo isso passou? tudo passa”. Um dia desses muitos, o nosso pai foi capaz de ouvir quando eu disse ao meu irmão: “Tudo passa, isso já passou”, e claro, meu pai que estava muito bravo, ele levou novamente o chicote terrível que trouxe, entrou em nosso quarto dizendo: “Então, tudo passa, canalhas!”, e então outra chicotada mais terrível nos deu, retirando-se depois, aparentemente muito calmo por ter nos açoitado; desde que ele se aposentou, um pouco mais pouco eu disse ao meu irmão: “Você percebe? Isso também passou.” Ou seja, nunca me identifiquei com essas cenas, e tomei como meu lema na vida nunca me identificar com circunstâncias, com eventos, com situações; Eu sei que esses eventos, que essas cenas estão acontecendo.
Samael Aun Weor “El Conocimiento de Sí Mismo”

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