Astrologia – Detalhes dos Mapas Astrológicos

Astrologia

A Astrologia foi sempre um grande mistério para as pessoas, algumas acham algo mágico, outras acham uma grande besteira, e outras são curiosas e cuidadosas sobre o assunto. 
Nos mapas vem sempre os planetas, vértices, casa número tal, enfim, para quem quer apenas saber a personalidade e características do outro, basta saber o que significa 5 premissas básicas: Signo Solar, Signo Lunar, Marte, Vênus e Ascendente.



O posicionamento do Sol, do Ascendente e da Lua são os pilares da nossa personalidade. É preciso harmonizar essas três influencias para saber como cada pessoa se apresenta ao mundo. Geralmente, quando conhecemos alguém, temos uma primeira impressão pelas atitudes da pessoa e, aos poucos, quando a conhecemos melhor, podemos até mudar nossos pensamentos sobre ela. É aí que entram esses três fatores importantes do nosso Mapa Astral.

O Sol representa a nossa vontade e o ego. Falamos que pertencemos ao signo em que o Sol está posicionado, por isso, são as nossas características mais fortes. Ele é a nossa própria essência, a natureza do espírito. A posição do Sol nos indica em que atividades nos sentimos mais realizados na vida. É a nossa potencialidade.

Mas, não vá pensando que porque você é de um determinado signo, as suas características mais visíveis serão as desse signo. Existe uma diferença entre aquilo que somos e como as pessoas nos enxergam. Quem exerce essa função e indica a nossa maneira de expressão é o Ascendente. Para quem tem o Sol e o Ascendente no mesmo signo, existe uma via única de consciência e expressão.

O signo em que o Ascendente se encontra indica a forma como iremos agir e a maneira que as pessoas irão nos perceber. Ele rege a nossa apresentação ao mundo e o filtro que usamos para realizar a nossa história de vida.

A posição em que a Lua se encontra em nosso Mapa indica as reações emocionais e psicológicas das pessoas. Ela também determina os nossos sentimentos em relação ao passado e as experiências da infância. Nos Mapas das mulheres, a Lua tem grande relevância, pois indica o lado feminino, a relação com a maternidade e a vida familiar.

O SOL representa a identidade, o ser adulto e centrado; enquanto que a LUA representa a personalidade, o padrão de adaptação, o que a pessoa gostaria de ser e com o que a pessoa se identifica, traz condicionamento, proteção e auto imagem. Os luminares Sol e Lua indicam o temperamento do indivíduo.

MERCÚRIO, VÊNUS e MARTE são planetas que representam veículos de expressão e de comunicação, pois sofrem influências, é como se comunica com o meio; eles são treinados e condicionados. Mercúrio funciona como um filtro, um decodificador, e Marte e Vênus funcionam num nível de expressão afetiva.

JÚPITER, SATURNO e URANO representam as características geracionais, as forças lógicas. Os três poderes sociais: o judiciário, o executivo e o legislativo respectivamente. Júpiter funciona num nível de expansão da identidade, enquanto que Saturno funciona num nível emocional estruturado.

URANO, NETUNO e PLUTÃO representam além do visível, o invisível, é o além do limite, além saturninos, são padrões coletivos.

NETUNO e PLUTÃO representam as forças transcendentais e surpreendentes.

À SOMBRA DO ASCENDENTE

Assim como o signo solar, o signo ascendente tem grande importância no estudo da personalidade, ele é o nosso “projeto de vida”. Sem ele é praticamente impossível conhecer a verdadeira natureza interior de uma pessoa.

Penso eu que ele determina o rumo a tomar, para aonde a gente deve ir, o ponto de evolução, a possibilidade da gente morrer uma pessoa diferente daquela que nasceu; já evoluída em certo sentido…

Para compreender como estes dois signos agem na construção da personalidade, o exemplo mais claro é a imagem de uma casa, a sua fachada, ou o que se vê logo, diz respeito ao caráter da pessoa, como ela é realmente, é o que se precisa desenvolver para um crescimento consciente, tudo isso está relacionado com o signo solar; já o seu interior, ou a maneira como funciona sua organização, é orientado pelo signo ascendente.

Assim uma pessoa de Sagitário com ascendente em Câncer, por exemplo, pode parecer muito otimista socialmente, mas lá no fundo, ela guarda uma certa melancolia, típica de Câncer.

Alguns astrólogos descrevem o signo ascendente como um instrumento psicológico capaz de nos manter a salvo quando inseguros. Nesses momentos ele aflora e domina a situação. Numa festa ou num ambiente com várias pessoas desconhecidas é comum vestirmos a máscara do nosso ascendente, seja para brilhar ou para ficarmos na reserva.

Mas o signo ascendente pode se manifestar também de outras formas, se alguém precisa escrever uma carta, a forma de pensar nos assuntos abordados é influenciada pelo signo solar, mas a maneira de colocar os mesmos assuntos no papel será orientada pelo signo ascendente. Por isso é que muitas pessoas acham que o pensamento ficou diferente no papel.

Mas afinal, por que chamar esse signo de ascendente? Porque ele é o signo que estava ascendendo ao céu no exato momento em que se deu o nascimento da pessoa. Por isso as suas influências podem ser sentidas durante a vida toda, alterando até mesmo as características básicas do signo solar.

Alguns astrólogos sustentam a certeza de que a partir da metade da vida as pessoas trocam as posições do signo ascendente e solar. Isso significa que o signo solar passa a agir com as funções do ascendente e o ascendente com as funções do signo solar.

Então se alguém do signo de Sagitário, com ascendente em Câncer, completar mais ou menos 35 anos, as suas características exteriores passarão a ter relação com Câncer, enquanto que as motivações interiores serão dirigidas por Sagitário. Essa troca de lugar entre os signos geralmente ocorre com o amadurecimento pleno da pessoa.

De maneira geral, os signos ascendentes dão as seguintes características à personalidade: Áries – impulsividade, Touro – calma, Gêmeos – dispersividade, Câncer – emotividade, Leão – exibicionismo, Virgem – perfeccionismo, Libra – sociabilidade, Escorpião – misticismo, Sagitário – otimismo, Capricórnio – perseverança, Aquário – originalidade e Peixes – idealismo.

O ascendente além de representar a máscara que usamos para enfrentar o mundo, também é simbolizado pela persona, como somos vistos pelos outros e o que passamos, é a primeira impressão. Já o mapa natal vai mostrar o potencial todo da pessoa e o que poderá direcionar para realizar seus ideais nesta vida. O mapa mostra a percepção que temos do mundo e das pessoas.

A HORA DO NASCIMENTO

Da 0 h. às 2 hs. Quem nasceu neste horário precisa de um lar para se sentir protegido e é uma pessoa que confunde segurança com dependência. Procure se comunicar mais e verá que o mundo lá fora não é tão assustador assim.

Das 2 hs. às 4 hs. Falar e escrever são coisas que você faz muito bem, mas lidar com dinheiro, nem tanto. Seja mais prático, use mais estes dons para se dar bem profissionalmente e resolver a questão material, tão importante para você.

Das 4 hs. às 6 hs. A determinação faz parte do seu jeito de ser, mas você é um tanto lento na busca de seus objetivos, que incluem todos os prazeres que o dinheiro pode proporcionar. Não perca tempo, seja mais ativo e corra atrás de seu sucesso.

Das 6 hs. às 8 hs. Você sabe muito o que quer e tem um senso natural de liderança, só não deixe que tudo isso se transforme em egoísmo. Lembre-se de que os outros também podem ajudar e são muito importantes nas buscas pessoais.

Das 8 hs. às 10 hs. Com você os inimigos não têm vez e com os amigos são sempre bem-vindos. A procura da verdade o impulsiona na luta pelo sucesso, não deixe a autoconfiança brecá-lo. Você tem um grande potencial.

Das 10 hs. às 12 hs. Mesmo rodeado de gente você preserva sua individualidade e sabe aonde quer chegar. Sempre pronto a ajudar você merece o sucesso que tanto procura e geralmente alcança. Cultive esse jeito especial e astral que você tem.

Das 12 hs. às 14 hs. Ambicioso você quer ser bem sucedido e não mede esforços para isso. Não troque os pés pelas mãos. Com disciplina e paciência seus sonhos podem se realizar levando você a ser reconhecido por todos.

Das 14 hs. às 16 hs. Você é um eterno curioso, gosta de ler e viajar. Estude mais, coloque os pés no chão, que certamente a inteligência brilhante que está escondida em você irá despertar.

Das 16 hs às 18 hs. Intuição é a sua palavra chave. Você “saca” as pessoas e os acontecimentos com muita facilidade. Seu magnetismo pessoal e sexual é marcante. Procure apenas não usar isso para manipular os outros.

Das 18 hs. às 20 hs. Os relacionamentos são muito importantes e das duas uma: ou você domina ou é dominado. Deixe disso, aproveite esta organização mental para tomar atitudes mais equilibradas e não sofrer tanto.

Das 20 hs. às 22 hs. Tudo bem que você gosta de trabalhar, mas não precisa ser tão submisso e exigente consigo mesmo. Relaxe, cuide de você e aproveite a vida. Se dê o direito de lazer e o seu próprio bem-estar.

Das 22 hs. às 24 hs. Você ama viver e curte tudo que seja intenso e divertido. Canalize toda essa força interior para concretizar seus sonhos e se estabilizar. Lembre-se de que a vida não é uma festa o tempo todo, é preciso também trabalhar.

CASAS ZODIACAIS

Casa I – IDENTIDADE BÁSICA: Eu, personalidade, saúde geral, é o ascendente, indica as características externas de comportamento, temperamento, habilidades naturais. A Casa 1 delimita nossa identidade básica, nossa auto-imagem e nossa imagem exterior. Ela guarda as experiências da projeção da nossa personalidade, da nossa busca de autonomia, da nossa abordagem inicial à vida e da nossa visão de mundo. O Ascendente é a cúspide da Casa 1. O signo do Ascendente rege a nossa Casa 1, é ele que define a conformação da nossa incorporação, a forma e aparência do nosso corpo, e é ele que delineia nossa auto-imagem, nossa identidade básica e nossa visão de mundo.

Casa II – VALORES PESSOAIS: Dinheiro, bens, segurança pessoal ligada às finanças, como você lida com o dinheiro, orientando as realizações econômicas, capacidade de ganhos, carinho do casal. Depois de definir nossa identidade básica na Casa 1, devemos formar nossos valores na Casa 2, onde vivemos a experiência do aprovisionamento. A Casa 2 define nossos valores pessoais, sejam estes palpáveis ou não. Ela guarda as experiências da geração dos nossos próprios recursos, das coisas da vida que nós valorizamos, de como ganhamos dinheiro, de como lidamos com nossos valores e nossas aquisições. O signo regente da Casa 2, delineia a primeira abordagem dessas experiências de valorização e aquisição.

Casa III – INTERAÇÃO E INTERCÂMBIOS: Comunicações, papo, flertes, amigos, cartas, telefonemas, pequenas viagens, irmãos, irmãs, primos, vizinhos, determina como você se relaciona com as pessoas mais chegadas, a forma que se conduz nos primeiros estudos e primeiros conhecimentos. Depois de formar nossos valores e nos provermos de recursos na Casa 2, é hora de trocar e intercambiar na Casa 3, onde vivemos a experiência de interagir, trocar e comunicar. A Casa 3 delimita nossa forma de interação com o mundo ao nosso redor. Ela guarda as experiências do nosso aprendizado básico, da nossa forma de fazer trocas, de comercializar, de comunicar e interagir com o espaço próximo, e também da nossa interação primária: com irmãos, vizinhos, colegas e outros. O signo regente da Casa 3, delineia a primeira abordagem dessas experiências de interatuação e intercâmbio básico.

Casa IV – RAÍZES E VIDA PRIVADA: Lar, mãe, estrutura familiar, seu meio e suas coisas. Raízes raciais e culturais. Abrange as características emocionais mais profundas e diz respeito à atitude em relação à família, ao lar, à pátria e às raízes, conforto pessoal, propriedades, reputação. Depois de interagir, trocar, comunicar, ir ali e aqui na Casa 3, é hora de plantar nossas raízes na Casa 4, onde vivemos a experiência de fundamentar nossa existência. A Casa 4 delimita nossa intimidade, o fundo de nossa alma e os alicerces de nossa psique. Ela guarda as experiências da nossa vida privada, das coisas que não são facilmente reveladas, do nosso lar, da nossa vida doméstica, do nosso convívio familiar e também da herança psicológica de nossa infância. O signo regente da Casa 4, delineia a primeira abordagem dessas experiências de construção da base de nossa alma.

Casa V – EXALTAÇÃO E CRIATIVIDADE: Prazeres e diversões, talento, filhos e relacionamento com estes, jogos de azar, passeios, esportes, artes, namorados, casos amorosos, gravidez, memória, inteligência. O momento de criação é aquele em que nos soltamos e mostramos a criança que há dentro de nós. Comportamento sexual. Depois de fundamentar e construir as raízes de nossa alma na Casa 4, é hora de enaltecer a vida na Casa 5, onde vivemos a experiência de expressar nossa identidade com criatividade. A Casa 5 delimita a exaltação de nossa identidade. Ela guarda as experiências da nossa criatividade, da nossa expressão artística, das coisas que fazemos para divertir; dos nossos “hobbies”, dos nossos namoros, dos nossos filhos, de tudo que a alma humana pode criar para se enaltecer. O signo regente da Casa 5, delineia a primeira abordagem dessas experiências de criatividade e exaltação da vida.

Casa VI – ORGANIZAÇÃO E DIA A DIA: Rotina, trabalho, estudo, tios, empregados, animais, saúde, suas obrigações e dedicações. Rege a organização e o esforço. A saúde que tantas vezes é prejudicada por um excesso de sacrifício na profissão. Depois de exaltar com criatividade nossa identidade e divertirmos bastante na Casa 5, é hora de mostrar nossa capacidade de fazer algo prático na Casa 6, onde vivemos a experiência de operar e sistematizar nossa vida. A Casa 6 delimita a vivência diária de nossas rotinas de vida. Ela guarda as experiências da nossa organização do dia a dia, dos nossos hábitos, das coisas que fazemos rotineiramente, do cuidado diário com a higiene e com a saúde, dos nossos animais de estimação, dos nossos empregados, do nosso ambiente de trabalho, de tudo que podemos realizar de maneira prática, sistemática e rotineira. O signo regente da Casa 6, delineia a primeira abordagem dessas experiências de organização do nosso dia a dia.

Casa VII – RELACIONAMENTOS E PARCERIAS: Tu, o outro, marido, noivo, namorado, parceiro, amante fixo, casamento, associações, sociedades, divórcios, inimigos declarados, ligações sérias que podem se dar tanto no plano espiritual, por meio de um grande afeto, como no plano profissional ou financeiro. Depois de construir nossa rotina diária e por ordem em nossa vida na Casa 6, podemos viver as experiências dos relacionamentos na Casa 7, onde temos que confrontar nossa identidade com a das outras pessoas. A Casa 7 é a primeira Casa do hemisfério coletivo, ela está oposta a Casa 1, onde no começo da nossa história nós nos posicionamos como pessoa, mas aqui não estamos sós, estamos compondo relacionamentos. Por isso a Casa 7 guarda as experiências das nossas parcerias, dos nossos casamentos e sociedades que compomos em nossa vida. É nesse setor que nos deparamos com o ponto de vista e com a vontade das outras pessoas, onde somos obrigados a reconhecer que as pessoas com quem nos relacionamos possuem uma identidade diferente das nossa. O signo regente da Casa 7, delineia a primeira abordagem dessas experiências de relacionamentos com comprometimento. Nós não possuímos as qualidades do signo regente dessa Casa, cuja cúspide é oposta ao Ascendente e por isso chamamos de Descendente. As qualidades e vibrações deste signo nos são trazidas por outras pessoas quando nos relacionamos.

Casa VIII – RECICLAGEM E INVESTIMENTOS: Sexo, oculto, astral, magia, morte física, doenças, ganhos possíveis de heranças ou testamento, grandes transformação, magia, metamorfose; o momento que temos de destruir, abandonar ou matar algo dentro de nós para que o novo possa brotar, séria angústia mental. Depois de fazermos as parcerias na Casa 7, podemos compartilhar nossos valores e nossos excessos na Casa 8, onde vivemos a experiência da transformação e regeneração. A Casa 8 está oposta a Casa 2, que insere nossos valores pessoais, portanto ela guarda os valores coletivos, é nela que nós confrontamos e juntamos nossos valores com os dos outros. Ela guarda as experiências da liberação dos nossos excessos e de como compartilhamos com os outros tudo que nos sobra. Nesta Casa estão o mercado financeiro, os créditos, as heranças, os recursos e os valores que nos são concedidos por outros; está a sexualidade, que nada mais é do que a liberação dos nossos excessos de desejo libidinoso. Aqui estão também as crises que nos levam a transformação e a regeneração; está também a morte, que nada mais é o desprendimento de tudo que acumulamos na vida, e por isso mesma é a mais profunda transformação. O signo regente da Casa 8, delineia a primeira abordagem dessas experiências de transformação através da liberação dos nossos excessos, dos nossos valores e de nossas angústias.

Casa IX – FILOSOFIA E METAS DE VIDA: Espiritualidade, religião, o sentimento religioso, aspirações filosóficas, ideias, encontros importantes, assuntos legais, parentes não sanguíneos (cunhados e sogros), viagem longa – ao exterior, convicções religiosas, aprendizado através do auto-conhecimento. É a casa dos conhecimentos profundos, dos estudos filosóficos, éticos e metafísicos. Depois de passar pelos dramas da Casa 8, chegamos à Casa 9, regenerados e prontos para viver a experiência do sublime. A Casa 9 está oposta a casa 3, que congrega nosso espaço próximo, portanto ela delimita nossa forma de interação com o espaço distante, além das fronteiras conhecidas e do mundo que nos rodeia. Se na Casa 3 está nosso conhecimento pessoal, na Casa 9 está o saber coletivo, que normalmente chamamos de sabedoria. Ela guarda as vivências de tudo que eleva e enaltece a humanidade, como as universidades, as experiências do nosso aprendizado superior, dos assuntos filosóficos e acadêmicos, da moral e da religião; da sabedoria humana que é impressa nos livros, das viagens ao estrangeiro e às novas fronteiras, dos torneios esportivos e das metas de vida mais elevadas. O signo regente da Casa 9, delineia a primeira abordagem dessas experiências de interação com o espaço distante e de elevação da alma.

Casa X – STATUS E PROFISSÃO: Social, como se é visto socialmente, patrimônio, pai, carreiras, realização pessoal e profissional, seu lugar na sociedade, regimes, sucesso, fama. Determina a maneira como reagimos diante de uma autoridade ou qualquer pessoa que esteja em uma posição superior à nossa. O comportamento em relação ao pai, ao chefe, ao governante. Depois de estabelecer as metas elevadas de vida na Casa 9, chegamos à Casa 10, com uma nova moral, e com algum novo conhecimento que nos permite estabelecer nossa posição na sociedade. A Casa 10 está oposta a casa 4, que delimita a nossa vida privada e familiar, portanto na Casa 10 está nossa vida pública e nossa carreira profissional. A Casa 10 insere a hierarquia, as autoridades, a administração das corporações e das estruturas sociais. Ela guarda as vivências de tudo que está em evidência, como as experiências que nos projetam na sociedade, nosso status, nossa reputação, nossos sucessos e as conquistas que obtemos em nossa carreira social e profissional. A Casa 10 é a Casa mais alta do zodíaco, e, consequentemente, a mais difícil de se alcançar, ela representa o sucesso social, por isso ela é estruturada como uma meta de longo prazo, que pensamos em conquistar ao longo da vida. O signo regente da Casa 10, delineia a primeira abordagem dessas experiências de estruturação e afirmação da nossa posição social e da nossa profissão.

Casa XI – AMIGOS E TRIBOS: Projetos futuros, amigos no geral, sonhos e desejos íntimos, esperanças, aspirações, metas e objetivos de vida, consciência política, atuação revolucionária. Associações, clubes, organizações de caridade e sindicatos. Ela também orienta a nossa capacidade de adaptarmos as exigências de cada grupo em favor do bem comum, lucros e perdas. Depois de estruturar nossa vida e estabelecer nossa posição social na Casa 10, chegamos à Casa 11, com uma sensação de liberdade e com uma sensação de dever cumprido. A Casa 11 está oposta a casa 5, que delimita a nossa exaltação pessoal, portanto ela insere nossa exaltação social e coletiva. Aqui não estamos exaltando o indivíduo, estamos exaltando um grupo, uma classe ou uma congregação de pessoas. A Casa 11 contém as associações, as tribos, os clubes e os nossos amigos. Ela guarda as vivências de tudo que afirma a identidade da coletividade, como as associações de classe, as organizações não governamentais e qualquer grupamento de pessoas que se reúnem por afinidade. A Casa 11 guarda as experiências em que os indivíduos contribuem para o progresso e a evolução da sociedade, procurando redesenhar o futuro e tornar as pessoas mais livres, fraternas e humanitárias. O signo regente da Casa 11, delineia a primeira abordagem dessas experiências de formação de grupos, aglomeração de classes, projetos de evolução social e exaltação da coletividade.

Casa XII – SISTEMA DE FÉ: Área de sacrifício, hospitais, inimigos e situações ocultas, prisões reais e psíquicas, o inconsciente, os amores ocultos. As nossas avaliações mais profundas, é o lado adulto e nebuloso de nós mesmos, auto-anulação, tristezas, impedimentos à satisfação sexual. Depois de abraçar a humanidade na Casa 11, chegamos à Casa 12, com uma sensação de que já não podemos abraçar mais nada, e que aqui só podemos ser abraçados. A Casa 12 está oposta a casa 6, que insere a ordem do nosso dia a dia, portanto ela insere uma ordem coletiva, motivada pelo inconsciente coletivo e pela força dos acontecimentos, aquilo que chamamos de ordem natural das coisas, e que dificilmente conseguimos mudar. Por isso a Casa 12 guarda a experiência da fé, a experiência de se deixar levar pela ordem natural e imutável dos fatos ocorridos. A Casa 12 guarda as experiências dos lugares onde não vamos por vontade própria, mas somos levados pela força dos acontecimentos para esses lugares como hospitais, asilos, prisões, sanatórios e outros. Ela é a última Casa do zodíaco e traz um sentido de dimensão oceânica, significando que como tudo tende a correr para os oceanos, tudo que fazemos na vida tende a levar inevitavelmente a algum lugar. A Internet tem sido colocada nessa área de experiência da vida por causa de sua dimensão oceânica, por ela conter tudo que o Ser da nova era faz desaguar. É por isso que aqui também vivemos nossos medos das forças e dos inimigos ocultos. Aqui temos nossa entrega espiritual, motivada pela fé de que às vezes é nos deixando levar pela ordem natural da vida que chegamos a algum lugar. O signo regente da Casa 12, delineia a primeira abordagem dessas experiências de fé e abnegação.

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